Uma vara, um anzol e um grão de milho foram o suficiente para o jovem Lucas Emanuel, de 11 anos, pegar um dos primeiros tambaquis do evento Pesca Lago Vivo, promovido pela Prefeitura de Araguaína, na última quinta-feira, 2. Ele, o irmão Matheus Marcos e o pai, o servidor público Wagner Pereira Nunes, estavam entre os primeiros a chegar na Prainha da Via Lago para aproveitar o evento.
Logo às 7h45, a família escolheu o barranco perto da ponte da Via Lago para passar o dia e conseguir pescar o exemplar de pouco mais de meio quilo.
“É uma experiência boa, é uma forma de descontrair dentro da cidade mesmo. Às vezes a pessoa não tem condição de sair da cidade para pescar, né? Isso aqui é o melhor incentivo que a Prefeitura está dando para as pessoas poderem ter um momento de lazer com a família”, compartilhou Wagner.
Centenas de famílias pescadoras ocuparam toda a orla da Via Lago e da Prainha para tentar pescar algumas das espécies nativas da Bacia Amazônica colocadas pela prefeitura no lago. Foram mais de 1,5 toneladas de peixes inseridos desde o sábado, 28 de março, além dos quase 200 mil peixes reintroduzidos no local por meio do projeto Lago Vivo, desde 2019.
“Há mais de 12 anos estamos trabalhando para recuperar o nosso lago e poder proporcionar momentos como esse para nossa população. Esse é um trabalho demorado, que começa cuidando das nossas nascentes, córregos, eliminando o despejo irregular de esgoto e devolvendo a vida para o nosso cartão-postal. Mas seguimos firmes, monitorando constantemente nossas águas e com muitos projetos ainda pela frente”, destacou o prefeito Wagner Rodrigues.
No período da tarde da quinta-feira, por causa das fortes chuvas, o evento precisou ser suspenso. Por isso, a pesca com direito a levar até três quilos de pescado por pescador foi liberada no sábado, dia 4, das 14 às 19 horas, sob as mesmas regras desta quinta-feira.
Estrutura completa para o evento
Principalmente no período da manhã, mesmo com o tempo nublado, os araguainenses juntaram suas tralhas de pesca, cadeiras e guarda-sóis para garantir o peixe da Sexta-Feira Santa. Na Prainha da Via Lago, a Prefeitura garantiu uma estrutura com tenda da Saúde, banheiros públicos, lixeiras, Fiscalização Ambiental e segurança, com a presença de agentes de trânsito da ASTT, GMA (Guarda Municipal de Araguaína), Corpo de Bombeiros Militar e Bombeiros Civis.
Em todo o entorno do Lago Azul, os pescadores usaram todos os tipos de isca para tentar pescar tambaquis, pintados, tambatingas, tambacu, surubins e tucunarés. Com exceção do tucunaré, que se fosse pescado tinha que ser devolvido para o lago, os demais pescados puderam ser levados para casa, com o limite de até três quilos por pescador.
Além da pesca nos barrancos, os participantes também puderam usar embarcações sem motor, como caiaques e canoas, com área de pesca limitada da região em frente ao Centro de Canoagem até o cordão limite da Usina do Corujão.
Mesmo sem muita sorte nos primeiros horários da manhã, as irmãs Elaine e Weslaine Evangelista fizeram questão de levar o pai e as filhas, e primas, Maria Eloá, de quatro anos, e Laura, de cinco anos, para vivenciar o Pesca Lago Vivo.
“Estamos construindo memórias aqui. É ter gratidão por este momento também, primeiramente ao Senhor, porque não só pegar o peixe, mas poder estar aqui brincando, as crianças terem essa emoção de sentir a isca beliscando. As meninas ficaram muito empolgadas, então é a melhor coisa, você curte o momento”, contou Elaine.
(Por Ricardo Sottero | Fotos: Marcos Filho / Thiago Santos / Ricardo Sottero)

Wagner Pereira Nunes e os filhos Lucas Emanuel e Matheus Marcos

Lucas Emanuel e seu tambaqui de mais de meio quilo
As irmãs Elaine e Weslaine Evangelista fizeram questão de levar o pai e as filhas, e primas, Maria Eloá, de quatro anos, e Laura, de cinco anos para o dia de pesca




