.: Prefeitura De Araguaina :.
Sábado, 14 De Dezembro De 2019 |    CLIMA: Sol e aumento de nuvens de manha. Pancadas de chuva a tarde e a noite. | Mínima: 21ºC | Máxima: 33 ºC



Cidadão Empresa Servidor Turista  

campanhas





NOTÍCIAS

Isso é Araguaína: morador relembra histórias curiosas do entorno da Praça das Nações

Publicado: Data: 25/10/2019 Autor: Ascom

aumnetar letradiminuir letratamanho original imprimir
Plants: image 4 0f 4 thumb

Segunda reportagem da série comemorativa pelo 61° aniversário da cidade traz o relato do poeta e empresário Antônio Santos com as transformações do centro da cidade 

Por Mara Santos | Foto: Marcos Sandes  

“Vejo com muita alegria o progresso de Araguaína através da luta do povo, da coragem de trabalhar”, é assim que o poeta e empresário Antônio Santos, conhecido como Zequinha Decolores, fala da mudança do cenário no entorno da Praça das Nações, como personagem da série Isso é Araguaína, em comemoração aos 61 anos da cidade. 

Nascido em Babaçulândia, Zequinha veio para Araguaína ainda criança, em 1961. Aqui cresceu e trabalhou em diversos setores até resolver empreender no segmento de papelaria. “Fui engraxate, vendedor de pães e picolés, alfaiate, ajudante de pedreiro, oleiro e por fim, comerciante”, contou. Foi aqui também que se casou com dona Benedita Francisca, com quem tem cinco filhos.

Zequinha é testemunha do processo de desenvolvimento da cidade. “Antes, o comércio forte era em Babaçulândia e Carolina (MA) e é dessa movimentação que surgiu o nome da Jacuba, por exemplo. Certa vez, tropeiros seguiam com um carregamento de farinha e um dos animais de carga caiu do mata-burro que havia sobre o córrego, molhando toda a farinha. Jacuba é o nome que se dá a uma papa de farinha”, relatou.

Praça das Nações

Quando abriu a papelaria, em 1983, no cruzamento das ruas Vereador Falcão Coelho e Santa Cruz, Zequinha conta que Araguaína já tinha economia forte, sendo a 3ª cidade economicamente mais importante do Goiás. “Só perdíamos para Goiânia e Anápolis. Quando ia aos grandes centros para fazer compras e falava que era daqui, já recebia uma atenção especial. Havia uma expectativa de que a cidade seria a capital do novo Estado”. 

Próximo à Igreja Matriz estavam concentrados parte do comércio e também os eventos culturais da cidade. “O festejo do padroeiro era um dos eventos mais importantes da época. Havia muitas barracas de comidas típicas e uma festa animada”.

Movimentação cultural

Entre as décadas de 1970 e 1980, o entorno da Praça das Nações era o centro cultural da cidade. “Havia um cinema e uma boate, que durante a semana funcionava como sorveteria. Mais acima havia o Clube do João Bagaço, que chegou a receber shows de artistas de renome nacional, como Silvinha e Eduardo Araújo, estrelas da Jovem Guarda”, relembra.  

“Depois vieram mais boates, como a Quilombo, a Baiúca e a Chaparral. Foi aqui na praça também o primeiro ponto de táxi da cidade. Era um jipe azul, do Lourival”, completou. A cidade se expandiu e as boates foram dando espaço a outros tipos de comércio.

Centro revitalizado

Em junho de 2016, a Prefeitura de Araguaína concluiu as obras de revitalização da Praça das Nações, bem como o recapeamento das ruas de seu entorno. Com investimentos de cerca de R$ 1,2 milhão, oriundos do Governo Federal via Ministério das Cidades e contrapartida do Município. Os comerciantes de automóveis, que antes lotavam o local, foram remanejados para a Praça do Automóvel.

Na revitalização, a praça ganhou novos bancos, jardins, playground, quiosques e fonte luminosa, tudo para voltar a ser um espaço agradável de lazer das famílias araguainenses. Seo Zequinha lembra com saudade do passado, mas comemora o desenvolvimento da região. “O progresso veio como resultado do trabalho de um povo simples e batalhador, que acreditou e fez Araguaína crescer”.

Publicado: Data: 25/10/2019 Autor:Ascom







voltar