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Calazar: não entrega de cães infectados e quintais sujos são principais causas em Araguaína

Publicado: Data: 18/05/2017 Autor: Ascom

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Devido ao aumento de casos caninos em relação a 2016, Prefeitura intensifica trabalho de conscientização da população nas residências e escolas; mais 27 agentes foram contratados

Por Joselita Matos 

Com o aumento no número de casos de Leishmaniose visceral, o calazar, em cães na cidade em relação a 2016, a Prefeitura de Araguaína intensificou o trabalho de conscientização da população nas residências e escolas. O alvo é diminuir a resistência na entrega de animais infectados e quintais sujos com fezes, principais causas de proliferação da doença. Além disso, mais 27 agentes de combates a endemias foram contratados para reforçar as ações de controle.

“Se não houver apoio da população, não adianta nenhuma ação do poder público. O mosquito palha se prolifera em matéria orgânica em decomposição. Quintais sujos com fezes de animais, restos de comida, são alguns dos ambientes perfeitos para o mosquito. O principal é a limpeza dos quintais, de dentro de casa”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Freitas.

O superintendente ainda reforçou para as pessoas que tem casos de calazar confirmados em seus cães: “As pessoas têm muita resistência, porque o cão é considerado membro da família, mas ele é um portador da doença e deve ser entregue aos nossos agentes. Existe lei que nos autoriza a fazer eutanásia, que obriga o morador a entregar o cão que foi confirmado com a doença. A resistência só coloca em risco toda a população”, alertou.

Freitas ainda explicou que não há comprovação para eficiência de nenhuma droga que torne o animal imune totalmente ao calazar. “Agora no Brasil foi autorizado a comercialização de uma droga para o tratamento. Mas tem muita divergência no uso dessa droga. Ela não tem a cura do animal, ela trata apenas os sintomas, mascara os sintomas, não tem a cura parasitária. Qualquer imunidade do animal que baixar vai continuar sendo transmissor”, explicou.

Fim de projeto-teste

Outro fator que contribuiu para o aumento, segundo o superintendente, é o fim do projeto de encoleiramento que estava em teste pelo Ministério da Saúde. “O projeto era a doação de coleiras para 50% dos cães da cidade, e os outros 50% seriam testemunhas, pra gente avaliar a eficiência da coleira. Com o término do projeto de encoleiramento que foi feito pela Fio Cruz, pelo Ministério da Saúde, houve o aumento no número de casos”, informou.

Freitas esclareceu que o projeto testava a eficiência da coleira, impregnada com inseticida, para prevenção e combate do calazar canino, porque o cão é um reservatório. Ainda de acordo com o superintendente, a Fio Cruz ainda divulgou o resultado oficial da pesquisa, mas baseados nos dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), os casos diminuíram.

Reforço

Mais 27 novos agentes de endemias estarão nas ruas de Araguaína até o fim da próxima semana para ajudar no combate ao mosquito transmissor da Leishmaniose visceral. Como mais esses novos profissionais, serão um total de 234 que vão atuar diretamente nesse trabalho.

Para um dos novos agentes de endemias, Kleber Vieira de Carvalho, o seu trabalho já está refletindo na sua mudança de comportamento. “Agora estou conhecendo o verdadeiro trabalho que um agente faz no controle da dengue, calazar e Chikungunya. Agora com esse conhecimento, vou ver se consigo combater também e ajudar o pessoal”, disse.

“Eu já tô incentivando, porque estou sendo o espelho da minha rua e de primeiro não era assim, não ligava pra limpeza. Agora como agente de endemias a gente tem um prazer imenso de mostrar pra sociedade o que é a limpeza do quintal”, destacou Carvalho.

A Prefeitura continuará realizando as ações nas residências em áreas vulneráveis ou com alto índice para o controle químico com a pulverização das casas. Os bairros mais afetados com casos são Nova Araguaína, Maracanã e Parque Bom Viver.

Palestras educativas nas escolas para sensibilizar a importância da população em participar no combate a esta doença também farão parte do reforço.

Dados

De acordo com os dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em 2008 foram 3.834 casos positivos em cães; em 2012, foram 2.535 casos confirmados. Em 2016, foram 2.342 casos confirmados; neste ano, até abril, foram 819.

Em humanos, foram registrados 287 casos em 2008; 137 em 2012; já em 2016 foram 49. Nesse ano, até abril, foram registrados 22 casos em pessoas.

Em relação a mortes em humanos, este número chegou a 15 em 2008. Em 2012 foram 3 mortes; em 2016 foi a mesma quantidade, três. Neste ano, não foi registrada nenhuma morte.

Publicado: Data: 18/05/2017 Autor:Ascom







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